Era primeira viagem de Carnaval em que íamos de carro e não de ónibus, para uma cidade chamada Caldas Novas, à 400 quilómetros de Brasília, onde passavamos frequentemente os feriados entre amigos. Éramos a maioria menores de idade, mas um de nos acabava de tirar a carteira de motorista. Aquilo era o máximo, só a garotada ia no carro, uma sensação de liberdade e poder....
Antes de Começar a historia. Uma impressão a desenvolver...
A verdade, é que em Brasília o carro é um elemento essencial, em vários aspectos, na vida do morador da cidade. Para começar, o transporte publico é ineficiente e vagabundo. Em seguida a cidade foi desenhada de forma em que a ultima coisa que um Brasiliense possa pensar em fazer é um City Tour pela capital à pé.
Dois grandes eixos cortam uma cidade organizada em quarteirões residenciais de prédios quase idênticos atingindo no máximo seis andares. Entre cada dois quarteirões há um comercio, onde encontra-se padarias, cabelereiros, papelarias, bares, churasquinhos e putas em alguns casos. No centro da cidade está a rodoviária e o setor bancário, hoteleiro, comercial, onde as construções são permitidas a passar os seis andares. A movimentação diurna dos trabalhadores lembra o centro de toda grande cidade. A noite um dos pontos de trafico de drogas e prostituição.
Abaixo da rodoviária, o Congresso nacional e os ministérios, onde a prostituição moral acontece noite e dia. Sem generalizar é claro!
Tudo é bem organizado.
Bom, não quero fazer a descrição completa de Brasília, assim como a percebo hoje, depois de dois anos longe, pois acabaria numa monografia desinteressante.
O fato é que a primeira preocupação de um brasiliense que acaba de fazer 18 anos, é adquirir a carteira de motorista. Dirigir toma uma enorme importância, nessa cidade cartesiana.
De volta a historia...
Para um bando de moleques, aquela viagem era o máximo, estar num carro que não é guiado pelos pais é como se estivéssemos todos no volante. Não era como no ónibus, agora tinha mos liberdade de parar quando quisesse mos quantas vezes quisesse mos, por exemplo quando um dizia. « Para moleque! Olha só que gostosa! Para o carro que eu vou chegar junto. », o motorista parava, foi assim que acabamos parando em uma pequena cidade em direcção a caldas novas, chamada Vianopólios.
Era noite e estávamos perdidos na estrada que cortava Vianopolis. Um grupo de meninas entre 16 à 20 anos, chamou nossa atenção. Eram seis, umas feias e outras bonitas, mas os corpos eram todos esbeltos. Estavam vestidas de forma bem vagabunda, a vontade, como se a rua fosse extensão de suas casas. Os shortinhos apertados, modelavam os corpos e deixavam a mostra as coxas grossas e brozeadas de quem trabalha duro ao sol. Eram mulheres de uma sensualidade exótica, fruto da mistura fina característica dos povos abaixo do equador. Não é coisa que se vê em qualquer lado. Eram de uma enorme simplicidade e pureza, riam ao ver os garotos bem feitos descerem um por um do carro e caminharem em sua direção. Eu já mirava a mais bonita do grupo, Maria, no começo estava tímida, não gostava que as amigas provocassem os garotos, depois foi ficando a vontade a medida em que a conversa entre os nossos grupos tornava-se cordial. Tinham um riso solto e a cada piadinha que fazíamos, riam como uma plateia de auditório.
Acabamos o monologo masculinos, para escutar os seus nomes. Josileine, Silvia, Celina, Francilene, Jussara e Maria. A beleza desse encontro foi a espontanedade com que as coisas aconteceram, sem premeditações, apenas um caso do acaso. Assim beijei Maria, sem lhe dizer nada, como se fosse uma antiga conquista que ja esperava a atitude. Elas iam partindo, aos passos leves de suas sandalhas surradas, eu puxei o seu braço e beijei-lhe a boca, ela retribuiu.
Aquela foi a brecha para o meus amigos, e aqueles que esperavam a chuva de um carnaval, não exitaram em se molharem antes de chegar a festa.
As meninas nos conduziram a uma festinha familiar de noivado.
No próximo post continua a historia.